Clarice Novaes da Mota nasceu em Recife, Pernambuco, a 8 de março de 1943. Ingressou na ex-Universidade do Brasil em 1963, curso de Ciências Sociais da Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro. Participou do Programa Nacional de Alfabetização do Ministério da Educação, tendo sido treinada pelo Prof. Paulo Freire. Viveu no México em 1964. Nos Estados Unidos em 1965, ingressou na Temple University, formando-se em Psicologia em 1969. Fez Mestrado em Antropologia Social na New School for Social Research, obtendo o grau de Mestre em 1977. Foi professora de antropologia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 1979 a 2000. Obteve o grau de doutor em Antropologia Social pela University of Texas at Austin, em 1987, com bolsa de doutorado pelo CNPq. Publicou os livros: Jurema´s Children in the Forest of Spirits: ritual and healing among two Brazilian indigenous groups (Londres: Interme- diate Technologies Publications, 1997) e As muitas faces da Jurema: de espécie botânica à divindade afro-indígena, com Ulysses Paulino de Albuquerque (Recife: Bagaço, 2002).
Tem vários artigos publicados em livros e periódicos. É também ex-presidente da Associação Nação de Jurema.

clarice@infonet.com.br

Débora de Carvalho Pereira Gabrich nasceu em Belo Horizonte em 1976. É dirigente feminina do Centro de Iluminação Cristão Luz Universal de Minas Gerais – Ciclumig. Formou-se em Comunicação Social pela PUC Minas em 2001. Em 2003 obteve o título de Especialista em Comunicação Contemporânea e Informação Visual pela mesma universidade. É professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Viçosa – UFV e mestranda em Extensão Rural na mesma instituição. É membro-fundadora do Núcleo de Estudos Pró Amazônia da UFV e responsável pela arquitetura da informação e design do site www.nepam.org . Desde 1996 realiza pesquisa no Acre sobre a tradição cultural e religiosa do Santo Daime, especificamente nos centros da linhagem denominada Alto Santo, cujo ritual é adotado no Ciclumig. Realizou viagem à Itália e outros países da Europa para acompanhar o sr. Luiz Mendes do Nascimento, dirigente do Alto Santo, em trabalhos espirituais. É co-responsável, junto ao presidente do Ciclumig, Eduardo Gabrich, pela publicação dos sites www.mestreirineu.org e www.luizmendes.org.

débora@ufv.br ou debcarpe@uai.com.br

Elza Carolina Piacentini nasceu em setembro de 1946 em São Paulo. Como formação acadêmica, formou-se Música e Letras e estudou Sociologia,  Antropologia, História e Política na USP. Começou a beber a hoasca em 1973, no primeiro núcleo da UDV em São Paulo.
Em 1977 foi pela primeira vez para a Índia, onde aprendeu várias técnicas de  autoconhecimento no Ashram do Osho, tendo sido sua tradutora oficial por vários anos. Estudou Psicologia principalmente a transpessoal e liderou o departamento de terapias na Comunidade do Osho no Brasil. Hoje, dirige o Espaço Sollua, um espaço de terapias transpessoais e meditações do Osho, onde trabalha como  terapeuta. É Mestre Dirigente do Centro de Desenvolvimento Integrado “Luz do Vegetal”, um grupo hoasqueiro localizado em Araçariguama (S.P.).

espaco_sollua@ig.com.br

www.espacosollua.com.br

Fabiano Maia Sales Yawabané Huni Kuin

Nasceu em 1986. Filho do líder Kaxinawá e atual vice-prefeito do Município de Jordão Siã Huni-kuin Aos 5 anos teve iniciação em Ayahuaska com SHANNÊIBU Sueiro Huni-Kuin. Aos 15 anos passou pelo rito de passagem para se tornar liderança juvenil. Atualmente reside em Rio Branco onde há três anos representa o povo Kaxinawá e organiza sessões de Nishi-pay (ayahuasca).

kaxinawabane@uol.com

José Guilherme Cantor Magnani, Doutor em Ciências Humanas pela USP, é professor do Departamento de Antropologia dessa Universidade e sua área de atuação como pesquisador e orientador na pós-graduação é Antropologia Urbana, destacando-se as linhas sobre lazer, sociabilidade e práticas de religiosidade no contexto urbano contemporâneo. Publicou, entre outros, os livros: Festa no Pedaço: Cultura Popular e Lazer na Cidade (Hucitec, 1998,  seg. ed.); Mystica Urbe: Um estudo antropológico sobre o circuito neo-esotérico na metrópole (Studio Nobel, 1999); Na Metrópole: Textos de Antropologia Urbana, (co-org, Edusp; 2000, seg. ed.,) Umbanda (Editora Ática, 1991); O Brasil da Nova Era (Jorge Zahar Editor, 2000). Escreveu os artigos: “Leisure in Popular Districts in São Paulo” (in: Societé et Loisir, Presses de l’Université de Quebéc,1994); “O xamanismo urbano e a religiosidade contemporânea” (in: Religião e Sociedade, 2000)”; “De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana” (in: Revista Brasileira de Ciências Sociais, 2002). É coordenador do Núcleo de Antropologia Urbana (NAU), cujo site é: http://www.n-a-u.org/.

Leila Amaral é doutora em Antropologia. Fez mestrado em Sociologia na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e doutorado em Antropologia Social, no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, quando se beneficiou com Bolsa Sanduíche pela CAPES para realizar parte de sua pesquisa junto ao Department of Religious Studies da Universidade de Lancaster, na Inglaterra. Foi professora de Antropologia Cultural no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora e atualmente é professora convidada do Programa de Pós-Graduação em Ciência das Religiões nessa mesma instituição. É autora de vários artigos e ensaios publicados em revistas nacionais e estrangeiras na área de ciências sociais e de teologia. Vem colaborando em diversos livros, o mais recente “Circuitos Infinitos: comparações e religiões no Brasil, Argentina, Portugal, França e Grã-Bretanha”, organizado por Otávio Velho e publicado pela Attar Editorial. Está participando atualmente do projeto de pesquisa “Movimentos Religiosos no Mundo Contemporâneo”, patrocinado pelo Pronex/CNPq, no qual vem pesquisando sobre o “sagrado na arte contemporânea”, cujo primeiro artigo foi publicado na revista ILHA, vol. 5, n. 2, 2003, sob o título “In Arena: o sagrado ‘demasiadamente humano’ na arte contemporânea”. Como autora do livro “Carnaval da Alma: comunidade, essência e sincretismo na Nova Era”, publicado pelas Vozes, ganhou o prêmio Jabuti de Literatura, em 2001. Recentemente publicou o livro “O Momento da Emergência de uma Antropologia Interpretativa: sobre a possibilidade do Diálogo no Encontro Etnográfico” pela Editora Notas e Letras.

leila.amaral@artnet.com.br

Fabiano Maia Sales Yawabané Huni-Kuin nasceu em 1986. Filho do líder Kaxinawá e atual vice-prefeito do Município de Jordão Siã Huni-Kuin. Aos cinco anos teve iniciação em Ayahuasca com SHANNÊIBU Sueiro Huni-Kuin. Aos quinze anos passou pelo rito de passagem para se tornar liderança juvenil. Atualmente reside em Rio Branco onde há três anos representa o povo Kaxinawá e organiza o nishi-pae (ayahuasca).

Leopardo Sales Yawabané Huni Kuin

Nascido em 1982, na Aldeia Belo Monte – Reserva Kaxinawá do Rio Jordão

Filho de Jose Osair Sales Siã Hunikuin e Maria Nazeli Maspã

Seguindo à tradição Kaxinawá, recebeu os primeiros ensinamentos de Ayahuaska aos 8 anos, junto com o pajé Arismaya Mutum (Rio Jordão). Depois tomou com o pajé Virgulino (Rio Tarauacá) e o seu pai José Osair Sales Siã Hunikuin (atual vice-prefeito do Município do Jordão (AC).

Aos 12 anos passou a pescar, caçar onça e diversos animais da floresta, e receber a formação para se tornar liderança, guerreiro e pajé. Aos 15 anos de idade completou a sua formação de Huni kuin (Homem com a verdade) na tribo, submetendo-se a várias provas para a emancipação. Desde então passou a atuar como liderança juvenil da sua tribo, organizando trabalhos coletivos de caça, agricultura e educação.

Tomou ayahuaska com os principais pajés e lideranças da região: Agostinho Munduca Mateus (Aldeia São Joaquim), Isaias Sales Ibã Kaxinawa (Aldeia Chico Curumim), Denke (Ashaninka), Sabá Manshineri , pajé Augusto Feitosa Isaka (Alto Purus), Ubiraci (Yawanawá).

É diretor da ASKARJ (Associação dos Seringueiros Kaxinawás do Rio Jordão) e representante oficial do seu povo em São Paulo, e sócio-diretor da IDETI (Instituto de Desenvolvimento das Tradições Indígenas).

Veio estudar a língua portuguesa e o ensino fundamental brasileiro em São Paulo, a partir de 2003.

Vem realizando mensalmente em São Paulo, Encontro com Nishi Pay, que são os cerimoniais tradicionais de consumo da Ayahuaska acompanhado de cantos (ícaros) nativos, com a finalidade de promover nos participantes a integração com o universo da ayahuaska (ampliação do universo das suas proto-imagens inconscientes), promover a cura espiritual e física e auxiliar na solução dos conflitos internos e na tomada de decisões.

Realiza palestras em escolas e entidades culturais, divulgando a tradição cultural do seu povo e a história dos índios no Brasil.

yawabane@terra.com.br

Lúcia Regina Brocanelo Gentil cursou Ciências Sociais na Unicamp entre 1978 e 1983 e Geografia na PUCCAMP entre 1986 e 1990. Leciona geografia e geopolítica em escolas de ensino médio e pré-vestibulares e é autora de livros didáticos de geografia. Trabalha com formação de professores de geografia e história.

É conselheira pela UDV no núcleo Lupunamanta e representa a instituição em congressos. Co-autora do artigo o “Uso ritual da ayahuasca num contexto religioso: o caso da União do Vegetal” publicado no livro O Uso ritual da ayahuasca, organizado por Beatriz C. Labate e Wladimir S. Araújo pela Editora Mercado das Letras (2002).

www.udv.org.br

Renato Sztutman, nascido em 08 de agosto de 1974, em São Paulo (SP), é co-editor da revista Sexta Feira e Doutorando em Antropologia Social pela USP na área de etnologia comparada de povos indígenas da Amazônia, sob a orientação de Dominique Gallois. Sua dissertação de mestrado, Caxiri, a celebração da alteridade: ritual e comunicação na Amazônia indígena, tratou do problema do contato interétnico e da vida ritual entre os índios Wajãpi da Guiana Francesa. Sobre esse tema publicou o estudo “De festas, viagens e xamãs ” (Revista Cadernos de Campo 8, 1999). Escreveu artigos sobre teoria e história da antropologia, como “As metamorfoses do corpo” (Revista Sexta Feira 4, 1999) e “Lévi-Strauss e o desafio americanista” (Novos Estudos Cebrap 61, 2001), e sobre antropologia e cinema, como “O mestre do cinema verdade” (Folha de S.Paulo, 13/04/2000). Dirigiu (com Edgar Cunha e Paula Morgado) o vídeo Jean Rouch subvertendo fronteiras (2000), resultado de dois anos de uma pesquisa pessoal. Entre 1999 e 2001, foi pesquisador-bolsista do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), sob coordenação de José Arthur Giannotti. Durante os anos de 2000 e 2001, foi pesquisador da OnG Instituto Socioambiental (ISA). Desde 1995, é pesquisador do Núcleo de História Indígena e do Indigenismo, coordenado por Dominique Gallois, e do Grupo de Antropologia Visual, coordenado por Sylvia Caiuby Novaes, ambos da USP. Suas áreas de interesse são etnologia indígena, teoria antropológica e história da antropologia.

sztutman@uol.com.br

Tatiana Menkaiká

Pós-Graduada em Produção Cinematográfica, graduada em Comunicação Social e estudante de História pela PUC-RS. Representante no Brasil da Ong Comunidad Tawantinsuyu que busca a revalorização da medicina tradicional dos povos andinos. Fundadora e editora do portal Terra Mística – Xamanismo e Cultura Nativa. Pesquisadora do xamanismo, das culturas pré-colombianas e dos sistemas de medicina tradicional das Américas. Palestrante e focalizadora de cursos e oficinas vivenciais.

menkaika@terramistica.com.br

www.terramistica.com.br

www.xamanismo.org

www.comunidadtawantinsuyu.org

Timóteo Verá Popygua é cacique da aldeia Guarani Tenonde Porã, em Barragem, Parrelheiros (S.P.). É coordenador pedagógico do Centro de Educação e Cultura Indígena – CECI e coordenador do grupo de canto e dança da aldeia Tenonde Porã. É representante da aldeia Tenonde Porã no Conselho Estadual dos Povos Indígenas e Diretor do Instituto Teko Arandu, organização indígena que reúne vinte aldeias Guarani dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
timoteovera@yahoo.com.br

Walter Dias Jr. nasceu em São Paulo, em 1954. Formou-se em Ciências Sociais pela PUC-SP, em 1984. Iniciou o curso de pós-graduação e suas atividades de docência em 1986, na mesma universidade, obtendo o título de Mestre em Antropologia Social no ano de 1992. Participou de mesas em diversos congressos, simpósios e seminários promovidos por instituições, tais como: a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Instituto de Medicina Social e Criminologia (IMESC) e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas do Rio de Janeiro (NEPAD/UERJ). Foi assessor técnico da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) e assistente de  uma pesquisa realizada em Rio de Contas (Bahia) sobre categorias de Cor/Raça e Preconceito/Discriminação Racial no Brasil, trabalho desenvolvido sob a orientação do Dr. Marvin Harris, do Department of Anthropology – University of Florida (Gainesville). Também foi membro da Diretoria do Centro de Estudos da Religião (CER) – Duglas Teixeira Monteiro, associação sediada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), no período de 1992/93. Possui artigos publicados sobre os Apurinã de Boca do Acre (“A Questão da Terra”, in: Cadernos da Comissão Pró-Indio/SP n.º 2, ed. Global, S. Paulo, 1981) e sobre o culto ao Santo Daime (A Igreja Católica diante do pluralismo religioso no Brasil – III, Col. Estudos da CNBB –  vol. 71, ed. Paulus, 1994; O Uso Ritual da Ayahuasca, Campinas, Mercado das Letras, 2002). Continua exercendo atividades de docência em antropologia social em diversos cursos de várias universidades do Vale do Paraíba, realizando constantes viagens de estudo e pesquisas sobre o uso ritual e medicinal de plantas de poder. Atualmente, é dirigente do Centro Eclético de Fluente Luz Universal Pastor do Oriente – CEFLUPO, igreja do Santo Daime/CEFLURIS, localizada em Pindamonhangaba (S.P.).

wdbuana@bol.com.br

http://www.ceudovale.hpg.ig.com.br

Wesley Aragão de Moraes, nascido em Juiz de Fora, MG, em 1957. Graduado em medicina, UFJF, em 1982, e há 23 anos dedica-se à prática clínica e docência de cursos de formação em medicina e terapias alternativas (antroposofia, fitoterapia), através de várias capitais brasileiras. Mestre em Ciência da Religião, pela UFJF, 1987, cuja pesquisa foi “o diálogo intereligioso entre cristianismo e islamismo a partir de seus aspectos esotéricos”. Doutor em antropologia pelo Museu Nacional, UFRJ, em 2004, quando defendeu a tese “Xamãs na metrópole: o pajé e a Nova Era”, cujo enfoque é o encontro entre o xamanismo tradicional e o neo-xamanismo urbano.

No Rio de Janeiro, desde 1995, diretor cultural da ONG “GAIA” que se dedica à educação ambiental, projetos sociais e atividades culturais e espirituais. Atualmente vive em um sítio, na zona rural de Juiz de Fora, pesquisando botânica medicinal e leciona antropologia aplicada à saúde na faculdade da fisioterapia da Universidade Salgado de Oliveira.

wam@acessa.com

www.gaia-antroposofia.org.br

Wyannã

Homem de Cura e Mestre de Canto, da tribo dos Kariri-Xocó, traz a cura através de seus cantos nativos, de seu conhecimento de ervas e danças sagradas.

Tel: (11) 5005 4208/ 5102-4506/93342106

Yoshiro Odo

Acupuntor da escola japonesa, e representante da Associação dos Seringueiros Kaxinawás do Rio Jordão (ASKARJ) em São Paulo.

yoshiodo@terra.com.br