Mensagem enviada por Edward MacRae hoje.

“Prezados(as),

O III Simpósio Internacional sobre Religiosidades, Diálogos Culturais e Hibridações será realizado em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), entre os dias 21 e 24 de abril de 2009. O link do evento é: http://www.simposioreligioes.ufms.br/
As inscrições para apresentação de trabalhos estão abertas até o dia 09 de fevereiro de 2009.
Gostaria de convidar pesquisadores de temas afins para participar e inscrever trabalhos no simpósio temático que vou coordenar: O uso cerimonial de substâncias psicoativas, cujo resumo segue abaixo.

O uso religioso de substâncias psicoativas desempenha importante papel na cosmogênese e identidade social/étnica de diversos grupos sociais. Entre essas substâncias encontram-se o peiote, o cacto São Pedro, várias espécies de cogumelo, a Cannabis, a jurema e, a que mais vem chamando a atenção, a ayahuasca. De tradição imemorial, essas práticas continuam até hoje, sendo correntes entre diversos povos indígenas do continente americano, assim como entre membros da população rural mestiça ou cabocla.
Mas na sociedade contemporânea ocorrem freqüentemente intercâmbios e resignificações de práticas de uso entre esses variados contextos e constata-se que atualmente usos cerimoniais dessas substâncias também vêm sendo feitos por membros das camadas médias urbanas, seja em contextos explicitamente “religiosos”, como nas religiões ayahuasqueiras ou as da jurema ,seja em contextos mais experimentalistas, mas não desprovidos de referencial espiritual, como entre os neo-ayahuasqueiros e até freqüentadores das “cenas” de música eletrônica. Em alguns casos esse uso é considerado juridicamente lícito, em outros, como no uso da Cannabis pelos rastafarianos, não.
Este simpósio deverá se voltar à discussão dos usos de substâncias psicoativas nesses contextos, com especial interesse nas investigações das formas culturais que emergem em torno do seu emprego, atentando-se para usos do corpo, identidades, performances, representações, cosmologias e políticas públicas.

Atenciosamente,

Edward MacRae”

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