Ocorreu hoje uma mesa redonda sobre drogas no 50 Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que está acontecendo na Universidade Nacional de Brasília (UNB), em Brasília (DF), de 04 a 08 de junho de 2007.

O congresso celebra 70 anos de existência da UNE e, segundo anunciado durante o evento,
trata-se da primeira vez que o movimento estudantil incluiu o tema das drogas na sua pauta de discussões.

Eis a composição da mesa:

Drogas: o debate atual no Brasil

Maurício FioreNEIP/ Unicamp/ Cebrap
mauriciofiore@yahoo.com.br

Sérgio VidalGIESP/ UFBa/ NEIP
sergiociso@yahoo.com.br

Bia Labate
NEIP/ Alto das Estrelas / Unicamp
bia_labate@yahoo.com.br
(substitiundo o palestrante originalmente indicado, Pedro Bodê de Moraes, da UFPR)

Vinícius de Oliveira Ribeiro da Silva – Delegado de Polícia / Secretário Geral do Sindicato dos Delegados do RJ – representante do Deputado Estadual Marcelo Freixo, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
vinigeorge@uol.com.br

Mediador – Bruno Vanhoni – UNE
brunovanhoni@hotmail.com


Sérgio Vidal apresentou uma detalhada história do movimento estudantil e dos movimentos antiproibicionistas no país. Maurício Fiore abordou o tripé “criminalização- medicalização-moralização” presente no tratamento geralmente conferido a questão das “drogas”. Bia Labate desconstruiu algumas das principais categorias fundantes do debate público e do imaginário social sobre as “drogas”. Vinícius da Silva traçou a história do surgimento da instituição policial no Brasil e relacionou-a com a abordagem autoritária e problemática do tema pela polícia e judiciário hoje.

A sala estava lotada de estudantes, alguns uniformizados com camisetas de suas correntes políticas. No final, o público presente fez longas intervenções, algumas polarizando confrontos ideológicos existentes entre correntes políticas diversas que disputam espaço no movimento estudantil. O debate foi interrompido por vezes por gritos de guerra coletivos entusiasmados como “um beck [cigarro de maconha] gigante, na boca do estudante!” ou outros similiares. Parece, contudo, não existir um consenso interno da UNE a respeito do apoio a legalização do consumo da Cannabis.

Foram coletadas propostas de encaminhamento de moções e discutida a necessidade da UNE incluir o debate sobre o tema das drogas na sua agenda política daqui para frente. Foi apontada a existência de uma vaga para um representante da UNE no CONAD, a qual permanece desocupada por falta de mobilização dos estudantes. O nome de Sérgio Vidal foi sugerido como um eventual candidato a preenchê-la.

Maurício Fiore e Sérgio Vidal – Brasília, 06/ junho de 2007.

9 Comments

  1. elucubradamente says:

    Com muita diplomacia, mas muita mesmo, um debate intermediado por Senhora deve sem sombras de entendimento ser considerado. Os critérios são seus, a apreciação vai para a banca de Satanás. Príncipe desse mundo decida,conforme critérios de uma justiça serena
    qualquer peso na balança, dado em acrescimodeveser compensado
    a folha em si é santa e os ensinos magnanimos, mas justiça seja feita, Deus é Justo
    com fumo ou sem fumo se faz porque já está feita desde sempre

  2. tum tum says:

    Não sei se o espaço é propício porque o ocidente não foi propício em relação, ainda não o foi, a alguns ensinos do Oriente.
    Assim, abortada na raiz a iniciativa de uma convivência fraterna entre religiões distintas num ambiente hostil, muito, muito hostil, restam possibilidades:
    a primeira, muito clara:
    A convivência de duas Senhoras:
    Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora dos Prazeres. Ambas in loco, manifestando-se alternadamente, sendo ambas uma só. Amantíssimas e Diviníssimas Senhoras, mãe do Salvador, eu confio em V

    ós

  3. kabeabah says:

    muito barulho por nada? fumem seu fuminho napaz
    A independência de minha senhora, por exemplo, é fruto de nossa compreensão mútua. Se ela gosta e quer uma coisa fruto de seu gosto por lutas as mais ferozes, que tenho eu com isso? Apenas observo e aconselho se assim ela o deseja.
    Do contrário, ouça em si mesma a resposta
    agora, quantos da “turba” escutaram realmente a palavra ponderada, consciente e clara de minha amada Beatriz, dos prezados Fiori Vidal e Silva, isso eu não sei. Eu sei, todavia, que se lá eu estivesse, atenção sem dúvida eu dispensaria

  4. ceguim cantador says:

    Diversão e arte:
    um beck gigante…
    meus irmãozinhos, 1, 2, 3, 4, 5000,
    que os irmaos se dêem bem com seus milhares de becks

    “ponta d’unha,
    lua fina risca no céu
    a onça prisunha
    a cara do réu
    o pai do chiqueiro
    a gata comeu
    foi um trovejo
    com a zagaia só
    foi tanto sangue de dá dó
    futuca a túia
    pega o catador
    vamo plantar o feijão no pó…”(elomar)

  5. toipera says:

    preta preta pretinha
    oía li chamar
    enquanto corria abarca

    viva eu viva tu viva o rabo do tatu

  6. alcione says:

    eu fui de lá eu fui de lá
    pequenininho
    mas eu fui de lá
    pequenininho
    alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho
    alguém me avisou pra pisar nesse chao devagarinho

    que mais vc quer que eu diga, q te amo e sou loko por ti?

  7. hindu says:

    SHIVA E SHAKTI: “O Grande Casal do Universo”.

    Um dos poderes de SHAKTI, do qual qualquer praticante deve se resguardar é a sua força de nos fazer esquecer o eu. É o seu poder de obscurecimento (âvarana).

    http://shivashakti.com.br/shivashakti.html

  8. fuiv says:

    os carinhas vão longe…

  9. bandbrasilis says:

    Em vista das arengas aqui formuladas, sugere-se uma nova bandeira, sem grandes modificações em relação à atual. Corrigindo-se o descabido, simplificando-a. A bandeira proposta não teria dísticos, nem frente e verso, sem parte de cima, tampouco de baixo. As vinte e seis estrelas seriam dispostas de forma eqüidistante dentro do círculo azul, representando os estados. A estrela do centro simbolizaria o Distrito Federal…