Entrevista em Aventuras na História, edição 49, aqui.

Legalize já
Especialista diz que não tem jeito: para conter a violência, drogas devem ser descriminalizadas

O historiador Henrique Carneiro, autor de Pequena Enciclopédia da História das Drogas e Bebidas, acha que o fracasso da política de proibição das drogas é explicado na derrota de se tentar proibir o álcool.

História – Podemos traçar algum paralelo entre a Lei Seca e a proibição das drogas, que vigora até hoje?

Henrique Carneiro – O fenômeno é o mesmo, o proibicionismo. Ele vem de uma mesma matriz ideológica puritana.

História — Os atuais narcotraficantes podem ser comparados com os contrabandistas de bebidas?

Sim. São empresários capitalistas que se aproveitam da proibição, enriquecem usando a violência e a corrupção de autoridades civis e militares. Isto os donos dos negócios, mas os funcionários também têm o mesmo perfil que os subalternos dos gângsteres: servidão total, nenhuma garantia trabalhista e ainda trabalhavam sob um regime de terror.

A proibição das drogas é um fracasso assim como foi a do álcool?

Sim. Trouxe mais danos à sociedade que os que supostamente visa combater. Aumentou, ao invés de diminuir, a renda e o volume do negócio. E ainda disseminou a banalização da violência e da corrupção policial.

Descriminalizar as drogas, então, é a solução?

Mais uma vez, sim. Diminuiria o lucro ligado a esse negócio, haveria arrecadação de impostos, um maior controle de qualidade e de vigilância sanitária, acabando, assim, com o interesse de máfias, gangues e grupos armados, assim como policiais corruptos. Ainda reduziria o número de presos e manteria as autoridades ocupadas com outras esferas do crime.

Existe algum modelo de política de controle das drogas no mundo que poderia ser aplicado no Brasil?

Creio que deveríamos desenvolver e aplicar um modelo próprio, que legalizasse o cultivo para uso pessoal e o comércio, mas que usasse também experiências bem sucedidas, como a tolerância existente na Austrália, Espanha, Canadá e Holanda ou a venda controlada em coffee shops, a distribuição de Cannabis para fins medicinais – que ocorre em vários estados americanos. Tais políticas deveriam ser ampliadas e deveríamos romper com os tratados internacionais que regem o assunto.

3 Comments

  1. Ele disse e eu ofereço says:

    Quando voa o condor
    Com o céu por detrás
    Traz na asa um sonho
    Com o céu por detrás
    Voa condor
    Que a gente voa atrás
    Voa atrás do sonho
    Com o céu por detrás

    Quando voa o condor…

    Ah, que o vôo do condor no sol
    Trace a linha da nossa paixão
    Eu quero que seja
    mostrada no meio da rua e rolando no chão
    Ah, que a gente despedasse em luz
    Ah, que Deus seja o que quiser
    Exploda a cabeça
    com olho de bicho
    e com um coração de mulher

    Quando voa o condor…

    Ah, se fosse como a gente quer
    Ah, e se o planeta explodir
    Eu quero que seja
    em plena manhã de domingo
    e que eu possa assistir
    TE AMO TE AMO TE AMO!!!!
    Ah, que a miserável condição
    da raça humana procurando o céu
    levante a cabeça
    e ao levantar por encanto
    escorregue o seu véu

    Quando voa o condor…

  2. plagiador mameluco says:

    Como fosse um par que nessa valsa triste
    Se desenvolvesse ao som dos bandolins
    E como não e por que não dizer
    Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
    Seu colo e como se não fosse um tempo
    em que já fosse impróprio se dançar assim
    Ela teimou e enfrentou o mundo
    Se rodopiando ao som dos bandolins

    Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
    e a noite caminhava assim
    E como um par o vento e a madrugada iluminavam
    A fada do meu botequim
    Valsando como valsa uma criança
    Que entra na roda, a noite tá no fim
    Ela valsando só na madrugada
    Se julgando amada ao som dos bandolins

    Ei, tu quer? da planta dos pés, do centro da terra, em todos os orbes?

  3. V says:

    Ufa! Parabéns, my friend Carneiro. Se fizer tosa, manda uma lanzinha pra mim! beijos do seu brother!