In the last issue (April 2007) of the INTERculture Journal, is published an interview of Dr. Jacques Mabit, President of Takiwasi Center.

INTERculture: The Journal
Intercultural Institute of Montreal
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Montreal, Quebec
Canada H2H 1V3

Issue No. 152, April 2007

IDENTITY AND RELIGIOUS PLURALISM

This issue is trying here to answer the following questions: What happens to religious identity when the latter is confronted by the challenge represented by religious pluralism? Can we be inspired by many religious traditions? Can we live at the same time within many religious traditions? What are the challenges that religous pluralism offers to the different religious traditions of mankind?

RELIGIOUS IDENTITY AND PLURALISM
by Raimon Panikkar

ITINERARY AND TESTIMONY OF DR. JACQUES MABIT, PHYSICIAN AND SHAMAN
a conversation with Frédérique Appfel-Marglin

THE RELIGIOUS PLURALISM OF AN HASSIDIC RABBI ZALMAN SCHACHTER SHALOMI excerpts from his talks by Robert Vachon

5 Comments

  1. Vinicius says:

    No artigo do o Dr. Mabit em “O Uso Ritual da Ayahuasca” fala-se dos contextos onde se nota (ou provoca-se) interferências nas visões e percepções dos partícipes em sessão.
    Cita, por ex, a postura domo sendo determinante – “inclinar a cabeça para frente produz visões muito negativas” (?) – e também fala da proibição de participação de mulheres mestruadas nas sessoes, “pois isso constituirá um perigo coletivo e pessoal”.
    Afora o que há de comum em todo e qualquer lugar onde se faz uso da beberagem, seria pela ausência ou pela presença de alguma varinha de condão, no caso das religiões brasileiras, onde tais restrições não são levadas em conta?
    O desvirtuamento (essa não observância), em relação aos usos amazônicos tradicionais, não seria antes um aperfeiçoamento (já que abre espaço para as mulheres, por ex, em todos os ciclos lunares), a prática como verificada na UDV, Barquinha e outras?

  2. Vinicius says:

    Continuando, considerei o artigo do Dr. Mabit como sendo um dos pontos altos da coletânea. Com muita lucidez ele elencou ocorrências que denominou como “constantes” que, a meu ver, se aproximam muito da média das realidades numa sessão com ayahuasca. Quando pergunta se “existe uma ordem causal” sugere que uma possivel resposta é condicionada a mudança de paradigmas da consciência usual. A curvatura que se implica na ambição de dar respostas a questões desse jaez recomenda trabalhos que não podem, segundo compreendo, ser levados a cabo pelo indivíduo, isoladamente, senão que demanda anos e anos de pesquisa e diálogo interdisciplinar, sob o risco de cair-se na vala comum das doxas de uma pseudo-ciência.

  3. bento silvestre says:

    Nas diversas religiões, qual seria o conceito de “Realidade”?
    Para o cristão, Jesus conhece toda a realidade. Alguém no cristianismo tem mais a Realidade que Jesus? Realidade é consciência?
    O que significa o verso de Krishna “Eu sou o campo e o conhecedor do campo”? O que significa a afirmação paulina “Nele nos movemos, vivemos e temos o nosso ser”?

  4. Legitimo Guerrerito says:

    @vinicius con respecto a las religiones brasileñas como un “aperfeiçoamento” sobre la tradición vegetalista e indígena… eso bastante relativo.

    También se podría argumentar que de hecho las religiones de ayahuasca brasileñas son una enorme *reducción* de una tradición, al haber perdido totalmente el uso de otras plantas (como el tabaco) que son tan maestras, y enseñan tanto como la ayahuasca. Así como otras prácticas de gran poder(como las dietas y retiros amazónicas) que según parece un solo Daimaista en toda la historia ha puesto en practica: Raimundo Irineu Serra, en su dieta.

    En general existe bastante desconfianza, y sobre todo una gran ignoracia desde las tradiciones brasileñas hacia las vegetalistas, y viceversa. Lo cual es en mi opinión un grave problema. Desde el Daime, Barquinha y UDV a menudo se oye hablar de “xamanismo”. Pero todo el que ha visto de cerca el verdadero xamanismo amazónico (que continua vivo) sabe que -de hecho- en la tradición brasiseña sólo hay un elemento del xamanismo amazónico: el uso de la bebida ayahuasca (que de hecho se utiliza de manera muy distinta a la xamanica)

    Yo diría que, de hecho, el Daime, a Barquinha, y el UDV, son la ayahuasca *sin* el xamanismo

    http://ayadoc.blogspot.com/2007/03/new-book-on-ayahuasca.html

  5. vinicius says:

    Legítimo Guerrerito:
    My English is very poor, it’s enought only reader and you know portuguese or Spanish.

    Li a matéria no seu blog. A propósito da entrevista com o Derix, feita aqui no Alto, concordo contigo, e penso que a sinceridade sentida é um indicativo de uma relação autêntica apenas da pessoa consigo mesma. É difícil engolir verdadeiros sapos e temos de engolí-los se quisermos, enquanto habitantes da urbis, permanecer não afastados do contato com a ayahuasca.
    Engolir sapos aqui significa que somos vigiados e censurados se manifestarmos um entendimento diferente. Lugares como as religiões brasileiras permitem liberdade de pensamento, mas não de expressão.
    O elemento religião parece, em alguns casos, um epíteto da conveniência. A Lei permite se é religião. Assim, todos reinvidicam essa condição.
    Nesses casos, aplicar as regras de uma boa convivência com os vizinhos (locais e externos)sem permitir que eles se tornem habitués frequentadores de nossa casa para “investigar” o grau de nosso “seguimento”, parece-me uma alternativa válida para tentar um contato com o espírito dos mestres ancestrais. Grau, só espiritual. O farisaísmo é institucionalismo e tanto mata quanto engorda.

    Muito bom seu blog. Bons ventos o animem e instruam.