29/ setembro/ 2010

Maconha

No artigo “Falta ciência na discussão sobre a maconha” (“Tendências/Debates”, 22/9), errei ao escrever que o grupo de neurocientistas signatários da carta havia “ignorado evidências científicas”, transmitindo a ideia equivocada de que estariam atuando de má-fé. Gostaria de me retratar e esclarecer que, embora não existam abundantes estudos clínicos controlados com a maconha, há fortes evidências científicas do seu potencial terapêutico; a maconha medicinal prescinde da inalação da fumaça; as atuais políticas proibicionistas impedem o avanço da pesquisa científica; é fundamental criar uma agência brasileira para a regulamentação da maconha medicinal; o uso medicinal e não-medicinal da maconha e de seus derivados deve ser legalizado.
RAFAEL G. DOS SANTOS doutorando em farmacologia pela UAB-Espanha, pesquisador do Neip www.neip.info (São Paulo, SP)

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