Ocorrerá entre 23 a 26 de julho de 2007 a VII Reunião de Antropologia do Mercosul, “Desafios Antropológicos”, no Campus da UFRG, em Porto Alegre.

A oficina 10 abordará o tema dos psicoativos.

Metodologia de pesquisa, política e epistemologia em estudos sobre substâncias psicoativas e consciência

Ministrantes:
Alberto Groisman (UFSC, Brasil) alberto@cfh.ufsc.br
Marcelo S. Mercante (PPGAS/UFSC, Brasil) marcelo_mercante@hotmail.com

Debatedores:
Isabel de Rose (doutoranda pelo PPGAS/UFSC) belderose@yahoo.com.br
Marcos Alexandre dos Santos Albuquerque (PPGAS/UFSC)

Resumo:
A presente Oficina está voltada para a discussão sobre métodos de pesquisa, política e epistemologia relacionados ao uso de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas, avaliando seus aspectos legais, sua importância para a área da saúde e religiosidade e desdobramentos de seus efeitos em relação à consciência e aos processos de conscientização. O uso de substâncias psicoativas envolve uma série de aspectos socialmente relevantes. Em relação ao status de seu uso, estas substâncias sempre levantam controvérsias, por exemplo, nos casos que envolvem acusação de comércio ilícito, ou quando interesses econômicos maiores estão em jogo (como nos processos relacionados à indústria farmacêutica, do tabaco e do álcool). Outros exemplos da relevância social destas substâncias são as religiões nas quais elas ocupam posição central, inclusive nos processos de “cura”. Somado a isto, a pesquisa sobre o uso de substâncias psicoativas envolve uma série de questões éticas, tais como a maneira de tratar os sujeitos da pesquisa e os dados coletados, além do uso por parte dos pesquisadores, principalmente nos casos de estudos sobre as religiões mencionadas. Epistemologicamente, tanto o uso em si quanto a pesquisa sobre o uso de psicoativos envereda, quase necessariamente, por novos caminhos sobre o que é conhecido, sobre o que é possível conhecer, e sobre o como o conhecimento é adquirido. Cabe ressaltar também que, apesar do destaque que o uso de psicoativos tem no contexto da sociedade contemporânea, esta temática ocupa um lugar marginalizado no âmbito da academia, sendo relativamente pouco discutida. Nossa proposta, portanto, é contribuir para abrir um espaço para esta discussão, procurando, principalmente através da troca de experiências entre os participantes, levantar questões e buscar caminhos que auxiliem tanto o trabalho de pesquisadores, como o acesso de outras pessoas interessadas no conhecimento produzido sobre este tema.

Sobre as inscrições, ver http://www.ufrgs.br/ppgas/7ram/inscricoes/inscricoes_taxas.htm

1 Comment

  1. Vinicius says:

    O fato é que um leigo absoluto em Física não sei das quantas, por phd que seja em outra ciência, aceita o discurso do físico sem maiores contestações.
    É muita viagem algumas das especulações e hipóteses das ciências, teorias que excedem o realismo fantástico e falam de abstrações muito mais fantasmagóricas que as “alucinações” de quem pesquisa o universo dos enteógenos, seja a nível bibliográfico, seja em campo e na pele.
    Ótimo o momento para a Oficina, porque a mente vazia de muitos doutores precisa respeitar mais o diabo e outros encardidos da vida.