Notícia enviada por Tania Soibelman:

“Foi realizada em julho, na última RAM (VII Reunião de Antropologia do Mercosul) em Porto Alegre, a oficina “Metodologia de pesquisa, política e epistemologia em estudos sobre substâncias psicoativas e consciência”. Organizado pelo professor Alberto Groisman e o núcleo de pesquisadores da Universidade de Santa Catarina, Isabel de Rose, Marcelo Mercante e Marcos Alexandre Albuquerque, o evento contou com cerca de dez participantes inscritos e muitos ouvintes, reunidos durante três dias para trocar idéias e tentar delinear perspectivas de atuação. A iniciativa é importante quando se atesta que, apesar de tão antigo quanto a humanidade mesma, o uso de psicoativos ainda constitui um tema tabu dentro da antropologia e que só recentemente vem ocupando um espaço de maior relevância dentro da academia. Daí o caráter inovador desta oficina, onde se discutiu abertamente aspectos fundamentais do pensar e fazer acadêmico em relação a psicoativos, desde sua polêmica conceituação até posturas de posicionamento metodológico e discursivo. As categorias “droga” e “consciência” são centrais neste tipo de pesquisa e formaram a costura entre os trabalhos apresentados. A ayahuasca dominou um pouco a cena já que vários pesquisadores presentes trabalham com este psicoativo, por isso foi muito interessante ouvir relatos de pesquisas com outras substâncias. Foram debatidos também outros temas relevantes como: contribuição do tema para o crescimento da disciplina, especificidades da experiência pessoal do pesquisador com o objeto de estudo, aspectos históricos do enquadramento jurídico de psicoativos, futuro das pesquisas neste campo e as dificuldades de projeção acadêmica brasileira na produção científica internacional.

Para entrar em contato com Tania: taniario@gmail.com

6 Comments

  1. Anonymous says:

    TA TA TA!
    Mui bien, ta ta ta!

  2. bobo says:

    E o coração óóó!

  3. Fabia moraes tudo de novo says:

    Ei, que tal descer da rede e
    “que tal nós dois numa banheira de espuma…”?

  4. Vini says:

    O medo não apenas assume muitas formas, como também variadas denominações.
    Não é justificável nesses ambientes da “sapientia” o mordaz preconceito, erva daninha que se esparrama e ao longo de si mesma recebe tantos enxertos que se pensa tratar-se de plantas distintas. Medo e preconceito, unidos, é veneno capaz de atrocidades piores que os amigos de Auschwitz tiveram de , uns, aplicar, outros, de sofrer.
    Não quero aprofundar o assuno nesse espaço, mas note-se o quanto do estigma oriundo dessas duas classes acima mencionadas afetam os doutos quando rechaçam tentativas salutares de se levar um pouco de luz, ou bastante luz, aos temas preciosos relegados ao balcão das viagens de “pirados insandecidos” tais quais a Bia, o Alberto, a Sonia, a Tania, etc, apesar de todo o respeito pelo trabalho e obras já publicadas. O estigma é vinculado ao que pesquisam, e não a capacidade dos pesquisadores. Daí, tanto faz ser cigano, judeu, prostituta, homossexual…todos pro campo de concentração! Eu nem tenho méritos e já vivo queimadinho só pq não condeno. Danem-se! Que recebam o que merecem!

  5. doumista says:

    Vamos falar sobre o dever e seus ilustríssimos quadros consituintes:
    eu devo, tu deves, ele deve…ô santim, qualé a tua?

  6. Anonymous says:

    vige, nada haver com o tema do post. Adiscurpe!