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4 Comments

  1. Casagrande says:

    Algumas sentenças são terrificantes realidades. Em Luz no Caminho, de Mabel Collins, a respeito da ambição se diz:”Os vícios do homem vulgar passam por uma transformação sutil e reaparecem com aspecto modificado no coração do discípulo”. Relativamente `a ambição se lê:”É uma instrutora necessária, mas seus resultados tornam-se pó e cinza na boca. Como a morte e a desavença, ela mostra ao homem por fim que trabalhar para si mesmo é trabalhar para a desilusão”.
    O que é então ser fumante? O Buda recomendava que, ferido mortalmente por uma flexa, é melhor não fazer muitas perguntas e cuidar de tratar-se retirando logo a flexa. No cigarro há uma síntese de subjetividades que vão muito além das inoportunas intervenções da ausência de nicotina. Assim como, talvez, pharmahuascas diferem da experiência de um contato direto com o daime (vegetal). Comigo, adesivos de nicotina foi mais uma tentativa fracassada entre as inúmeras tentadas.
    Há de se ter esperança, amigo. A despeito de qualquer sentença há uma palavra de força: “O meu fardo é leve, e meu jugo, suave”.

  2. Senzala says:

    FUMO

    Longe de ti são ermos os caminhos,
    Longe de ti não há luar nem rosas,
    Longe de ti há noites silenciosas,
    Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

    Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
    Perdidos pelas noites invernosas…
    Abertos, sonham mãos cariciosas,
    Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

    Os dias são Outonos: choram… choram…
    Há crisântemos roxos que descoram…
    Há murmúrios dolentes de segredos…

    Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
    E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
    Fumo leve que foge entre os meus dedos!…

    Florbela Espanca

  3. Casagrande&Senzala says:

    Quando observo a figura notoriamente caricatural do INRI-CRISTO, seguramente admito que estou olhando para o meu próprio ego, com seus desejos incontroláveis de auto-promoção e “martírios” voluntários. É difícil admitir que somos farsantes em certo grau. É difícil não ceder as tentações de messianismos, para louvações egocêntricas. Agradeço aos Deuses ter encontrado um lugar generoso e acolhedor como o Alto e outros sites congêneres, pois nos auxilia quase que diretamente a exercermos humildade perante o saber.
    Sua metodologia alternativa é uma mão que se estende ao caído, para levantá-lo, ao humilhado e quase sem esperanças. Conheço bem o preço que se paga por usar certas substâncias e quero minhas filhas distantes dessas lutas demoníacas, mas não quero cercear a liberdade de escolha dos caminhos possíveis, mesmo que ele leve a morte, a loucura, ao desespero existencial. O Alto das Estrelas, afirmando-se contra o proibicionismo, contribui exaustivamente mostrando claramente o produto e o preço: ciente, escolha seu caminho. Para mim, isso também se chama educar. Eu fumo, mas sei que existe Zybans e acumputura e algo chamado “querer”. Eu fumo porque quero.
    Grato, Bia. Você é minha mais nova amiga, e quero que essa amizade se estenda por muitos outros carnavais.

  4. Pingafogo says:

    “Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.
    Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo – água ardente (Al Kuhu).
    A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.
    São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Êles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.
    Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.” (vide museu da cachaça)
    Made in PB: http://www.cachacaserrapreta.com.br
    Moral da estória: uma garrafa vazia vale mais que mil palavras, não?