Maria Betânia B. Albuquerque (*)

Escrito especialmente para este site

O presente texto apresenta um breve relato sobre algumas comunicações que pude assistir por ocasião do Encontro: Ayahuasca e o tratamento da dependência realizado entre os dias 12, 13 e 14 de setembro de 2011, no Anfiteatro da Geografia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). O Encontro foi fruto de uma parceria entre o Departamento de Antropologia USP, o Núcleo de Antropologia da USP (NAU), o Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP) e a Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (ABESUP) e contou com a seguinte comissão científica: Dr. Marcelo S. Mercante (USP), Dr. José Guilherme C. Magnani (USP), Dr. Edward MacRae (Universidade Federal da Bahia) e Dr. Beatriz Caiuby Labate (Universidade de Heidelberg) (ver a programação completa aqui: http://www.neip.info/index.php/content/view/2901.html).

1º Dia: Manhã (09:00 – 11:30)

Mesa de Abertura: A ayahuasca e o tratamento da dependência: limites e possibilidades

Participantes: José Guilherme C. Magnani (Doutor em Antropologia, USP), Marcelo Niel (Psiquiatra, Proad/Unifesp), Dr. Rosa Giove (Médica, Takiwasi).

A primeira fala foi a do Marcelo Mercante que fez um histórico do termo adição visando situar o debate.

A do Marcelo Niel, psiquiatra, destoou da perspectiva afirmativa de que a ayahuasca cura a dependência. Segundo ele, falta literatura científica que descreva quantos pacientes tem uma boa resposta quanto a uma terapêutica que ele chamou de “clínica da frustração”. Esta se refere às diversas formas de terapias que buscam tratar dependentes; o terapeuta ficaria constantemente frustrado em função do enorme trabalho dispensado na recuperação e as constantes recaídas das pessoas. Falou de vários efeitos colaterais da ayahuasca: gastrites agudas, alta taxa de doenças psiquiátricas, baixo controle quanto ao histórico do paciente e sua predisposição a psicoses. Acrescentou que o tratamento só da certo quando o relógio interno do paciente desperta e a vontade de parar com a droga é maior do que a de continuar.

Rosa Giove apresentou a experiência do Takiwasi na qual, segundo ela, 60% dos pacientes teriam resultados positivos no tratamento com a ayahuasca. Enfatizou que a bebida não é a única forma de tratamento. Ela incluiu a purga, a dieta e a abstinência sexual como forma de proteção contra determinadas energias.

José Guilherme Magnani, antropólogo estudioso de práticas urbanas, entre elas o neoxamanismo, destacou o papel da antropologia no debate sobre a ayahuasca e o tratamento de drogas. Segundo ele, é preciso construir mais pesquisas empíricas sobre o tema; fazer um levantamento das práticas terapêuticas existentes.

Tarde (13:00 – 18:30)

Sessão I: Dependência: os Centros de Tratamento, sua visão e abordagem do problema.

Participantes: André Volpe (Igreja Céu da Nova Vida – Santo Daime), Fernando Dini (Igreja Céu Sagrado – Santo Daime), José Muniz (Casa de Recuperação Caminho de Luz), Jacques Mabit (Centro de Reabilitación Takiwasi), Wilson Gonzaga (Associação Beneficente Luz de Salomão), Walter de Lucca (Unidade de Resgate Flor das Águas, Padrinho Sebastião), Néstor Berlanda (Fundación Mesa Verde, Argentina); Cesar Rabbat (Fundación El Emilio, Argentina), Santos Victorino Oreggioni Osores (Instituto Espiritual Chamánico Sol de la Nueva Aurora, Uruguai).

O Luciano Dini da Igreja Céu Sagrado, uma vertente daimista, relatou a frequência anual de 500 pessoas em seu Centro e muitos casos de cura. A terapia aplicada se basearia em: ayahuasca + amor + respeito.

Do Céu da Nova Vida, André Volpi, que se tratou e se recuperou de sua dependência de cocaína com Luciano Dini, afirmou que existem 250 pessoas que frequentam a igreja que ele fundou há 10 anos. Ele também enfatizou os vários casos de cura neste local.

Jacques Mabit ressaltou, em relação ao Takwasi, a importância do ritual na cura enquanto um sistema de contenção. Destacou a necessidade da vida em comum dos pacientes, da vivência em várias atividades (manuais, artísticas, religiosas). Afirmou que a adição é um fenômeno ocidental posto que as sociedades tradicionais usam suas plantas sem manifestar este tipo do problema. O Takiwasi foi mostrado não como uma religião, mas como uma prática terapêutica. O uso da ayahuasca visaria à reconciliação com o passado, o contato com o mundo espiritual.

O psiquiatra Wilson Gonzaga, ex-membro da UDV e líder de vertente urbana de uso da ayahuasca, afirmou que o ser humano possuiria intrinsecamente o desejo de expandir sua consciência. O estado alterado de consciência seria esse em que nos encontramos agora; por sua vez, o estado natural do ser humano seria o estado expandido da consciência. Este abriga as facilidades intuitivas e telepáticas que são próprias da natureza humana. O psiquiatra destacou que a drogadição traria prejuízos em três níveis: do corpo, da mente e do espírito. Para ele, a ayahuasca seria um veículo privilegiado para trabalhar simultaneamente nestes três planos.  De qualquer maneira, destacou que a cura vem de dentro pra fora, porque “o que cura é a consciência”, sendo a conquista da consciência uma tarefa de cada ser humano. Por fim, destacou que a ayahuasca seria um veículo e como todo veículo é necessário saber dirigir, é preciso haver uma condução experiente.

José Muniz, líder de outro grupo relacionado aos ensinamentos do Mestre Gabriel em Rio Branco, relatou seu trabalho com a ayahuasca e com os “Nove Vegetais”, que não nomeou (imagino se tratar dos Nove Vegetais utilizados tradicionalmente pela UDV).  Mostrou um video do seu Centro e as várias atividades que as pessoas realizam lá como parte do processo de cura: trabalho coletivo na horta e em uma oficina, além dos rituais com a bebida.

Sessão II: Populações em situação de vulnerabilidade: diferentes abordagens

Participantes: Bruno Ramos Gomes (Psicólogo, Mestre em Saúde Pública, USP, Neip), Taniele Rui (Doutoranda em Antropologia, Unicamp, Neip), Jardel Fischer Loeck (Doutorando em Antropologia, UFRGS, Neip).

O Bruno, que defendeu uma tese recentemente sobre este assunto, na Saúde Pública, abordou um estudo de caso de um morador de rua que usa álcool e teve um encontro significativo com o Daime. A Taniele abordou o controverso tema do tratamento em uma comunidade terapêutica e o Jardel trouxe à tona o caso os narcóticos anônimos. Esta mesa representou um importante momento de reunião de pesquisadores do NEIP que até então não se conheciam a mantinham trabalhos independentes em partes diferentes do Brasil.

Sessão III: O conceito de “droga” e a ayahuasca

Participantes: Henrique Carneiro (Doutor em Historia, USP, Neip), Edward MacRae, Maurício Fiore (Doutorando em Ciências Sociais, Unicamp, Neip, Cebrap), Sandra Goulart (Doutora em Antropologia, Faculdade Cásper Líbero, Neip)

O Edward ressaltou a importância do Mestre Irineu Serra na construção de uma comunidade humana de ajuda mútua e que envolvia pessoas que estavam isoladas após o declínio dos seringais na Amazônia.

A fala do Henrique contrastou com boa parte das apresentações, centradas na relação entre religião e uso terapêutico da Ayahuasca. Ele ressaltou que o potencial da Ayahuasca é muito maior que o seu uso religioso; há o âmbito estético, lúdico, filosófico…, ao qual eu acrescentaria: o educacional, pois a ayahuasca engendra uma experiência de aprendizagem, portanto educativa, sendo possível falar em uma pedagogia da ayahuasca.  Ao discutir a noção de “profano” afirmou que profanar é colocar para fora do templo aquilo que é do templo. Profanar seria, então, democratizar em relação ao exclusivismo religioso que sempre foi, até recentemente, o critério não apenas de acesso às substâncias, mas também de acesso ao conhecimento, ao tipo de sexualidade, ao direito de pensar… Esse monopólio religioso foi subvertido pela emergência do Estado laico que separou o Estado da Igreja. Segundo ele, seria preciso preservar a idéia de laicidade e considerar que é possível obter uma forma de espiritualidade que não seja, necessariamente, religiosa. Haveria um espaço na cultura humana para a epifania, um estado de elevação da consciência muito superior ao estado da consciência ordinária, do dia-a-dia. Esses estados estão ligados a uma série de manifestações místicas, mas não são exclusivos dessas. O uso de substâncias, em particular a DMT, permitiria ampliar a gama de experiências humanas, saindo dessa baliza exclusiva da ideia de uma divindade.

Henrique criticou a noção de “dependência”, aliás, título do Encontro. Para ele, a dependência não depende da Droga, mas é uma característica da Sociedade capitalista. Há drogas que não causam dependência, da mesma forma como as pessoas podem ser dependentes de várias coisas: alimentos, celulares, computadores etc. Ressaltou a necessidade de se ampliar os estudos sobre as drogas e a DMT, em particular, e avançar as investigações. Também referiu à existência de uma sombra proibicionista epistemológica sobre as pesquisas, daí a necessidade desse avanço. Para ele, não se trata de erradicar as drogas da sociedade, pois uma sociedade abstinente é uma sociedade carente. A questão é educar o uso. Henrique empolgou a plateia. Sua fala gerou aplausos, assobios e gritos!

A fala da Sandra Goulart focou a perspectiva da sociedade sobre as religiões ayahuasqueiras, em geral vistas como cultos que usam drogas. Foi interessante a retrospectiva histórica dessas religiões pois tornou claro como elas sempre estiveram envoltas a esse discurso que mescla: religião, drogas, loucura etc.

Boa parte das apresentações, sobretudo do pessoal que tratou dessa relação entre religião e terapia foi de que a ayahuasca é útil no tratamento das drogas, ela mesma não sendo uma. Maurício Fiore recolocou a questão de outra forma, ou seja, indagar se a ayahuasca é ou não uma droga configuraria um falso dilema. A questão passa, obviamente, por quem faz a pergunta, a partir de quais referenciais (ie, neurociência ou religião).

Também nessa lógica do que é ou não droga, ficou implícito em vários discursos que a maconha está nesse meio das drogas. Ficou evidente um antigo discurso (há muito ultrapassado por pesquisas científicas) de que a maconha é a porta de entrada para outras substâncias. Permanceu, a meu ver, a polarização entre a ayahuasca (da esfera do sagrado) e a maconha (do mal). Esta polarização encontrou seu ápice, talvez, no depoimento ao vivo feito por uma pessoa no final do Encontro relatando o uso da  ayahuasca para tratar seus fortes problemas de dependência. Ele declarou que havia “se curado do uso de drogas, entre as quais a “-conha”. A afirmação arrepiou o auditório, composto, possivelmente de vários usuários – que silenciaram.

Tarde (14:00 – 16:00)

Sessão IV: As (des)fronteiras entre a terapia e o ritual

Participantes: José Guilherme Magnani, Paula Montero (Doutora em Antropologia, USP), Francisco Lotufo Neto (Psiquiatra, Faculdade de Medicina, USP)

Outra comunicação que merece destaque foi a da Paula Montero, antropóloga  da casa, que refletiu sobre o próprio papel do antropólogo. Foi como uma filosofia da antropologia, se é que isto existe. Abordou densamente conceitos como rito, ritual, magia, a relação entre antopologia, medicina e magia. Paula criticou o papel do antropológo como “exegeta da cultura nativa”; como o decifrador de símbolos, como “teólogos das religiões”. Em sua proposição, a idéia de cura, comumente pensada dentro de um plano cognitivo, simbólico, deveria ser buscada na ação, na prática ritual, na performance.

Assim, uma fala erudita, em meio a tantas descrições de experiências, contribuiu para iluminar as próprias vivências ali discutidas. A antropóloga afirmou que “não se precisa tomar ayahuasca para se estudar a ayahuasca”, gerando uma forte reação no auditório. Creio que foi apressadamente interpretada, pois só se levou em consideração a parte final de sua fala. Uma pequena frase que antecedeu à idéia de que não se precisa tomar ayahuasca para se estudar ayahuasca, precisa ser lembrada. Ela disse algo assim: “dependendo da pergunta feita, não é necessário tomar ayahuasca”. Tal foi o caso, por exemplo, da fala do Henrique Carneiro que fez todo um histórico da DMT.

José G. Magnani da USP, por sua vez, falou (no segundo momento) da fronteira entre religião e cura focando a Umbanda. Ele descreveu todo o método empregado pela mãe de santo estudada na obtenção de cura de uma paciente que passava por forte processo psiquiátrico, estando fora do seu juízo normal. O pesquisador descreveu um conjunto classificações, estratégias e princípios utilizados pela mãe de santo, numa palavra: a ciência empregada na estratégia de contato com uma pessoa em desagregação. Trabalho interessante sobre a “pedagogia da umbanda”.

Tarde (16:30 – 18:30)

Sessão V: O papel da experiência e do corpo no tratamento com ayahuasca

Participantes: Jacques Mabit, Marcelo Mercante, Walter Moure (Doutor em Psicologia, Runa Wasi), Gabriela Ricciardi (Doutoranda em Antropologia, UFBA).

Jacques Mabit afirmou que a formação de um xamã é complexa e sofisticada. Não se pode aprender de modo rápido pois esta aprendizagem implica em um conjunto de habilidades que se dão a partir dos sonhos e visões; exige ainda a confirmação com um guia mais experiente, ou um mestre. Ressaltou que é preciso encontrar sua vocação espiritual, o que exige sacrificio. Por isso que, geralmente, em diversos contextos indígenas, apenas os anciãos exercem a função de xamã. Um índio presente no Encontro, de nome Tuchaua, da etnia Arara Shawãdawa – que também utiliza várias medicinas, incluindo a ayahuasca – ao ser consultado publicamente pela mesa sobre quanto tempo duraria a formação de um xamã, respondeu que “cerca de 50 a 60 anos”.

3º Dia – 14/09/2011 tema

Manhã (08:30 – 11:00)

Sessão VI: A legalidade do uso da ayahausca no tratamento da dependência e as políticas públicas relacionadas a este

Participantes: Rosa Giove, Maurides Ribeiro (Advogado), Luis Fernando Tófoli (Coordenação de Saúde Mental, Ministério da Saúde).

A Dra. Rosa Giove comentou que o uso da ayahuasca é proibido na França e na Espanha. Na Holanda, Brasil e Estados Unidos é reconhecido legalmente o uso religioso, mas não o uso terapêutico. No Peru, a ayahuasca é considerada patrimônio cultural desde 2008. Segundo ela, estudos científicos comprovariam a não toxicidade da ayahuasca.

O advogado Maurides Ribeiro, antigo militante anti-proibicionista, referiu à necessidade de pesquisas visando à consolidação da prática terapêutica da ayahuasca. Segundo ele, as pesquisas são ainda incipientes. Falou da necessidade de uma comunidade terapêutica centrada no uso da ayahausca ou dirigida por religiões ayahuasqueiras. Lembrou que a autorização legal existente é para o uso litúrgico da ayahuasca e não para seu uso terapêutico. De acordo com ele, o uso terapêutico da ayahuasca poderia ser enquadrado como crime de curandeirismo; a pena máxima poderia ser de dois anos.

O Dr. Luis Fernando Tófoli, membro da Comissão de Saúde Mental do Ministério da Saúde, preferiu utilizar a expressão “uso problemático de substâncias psicotativas” e não o termo “dependência”, pois, no seu entendimento, a dependência pode ser de diversas coisas. Referiu-se ao parágrafo 36 do Relatório do Grupo Multidisciplinar da Ayahuasca (GMT), de 2006, que afirma que o uso terapêutico que tradicionalmente se atribui a ayahuasca dentro dos rituais religiosos não é terapia, mas configura um “ato de fé”.  Comentou que existe evidências de que há possível impacto positivo da ayahuasca no tratamento da dependência. Ressaltou também que o efeito do ritual não deve ser desprezado em contexto algum. Conclui que, como sugere a própria Resolução 2010 do CONAD, é preciso indicar, por meio de pesquisas científicas, a “eficiência” da ayahuasca.

O Dr. Lotufo procurou esclarecer conceitos básicos da psiquiatria/psicoterapia, e ofereceu um panorama dos tipos de práticas psicoterapêuticas existentes, inclusive algumas com origem religiosa (cristã, afro-brasileira, espírita e Nova Era). Elencou uma série de critérios para avaliar o que denominou “sincretismo entre terapia e religião.” Segundo ele, rituais podem sim ser utilizados terapeuticamente, mas dentro de certos limites, uma vez que um ritual não substitui inteiramente a psicoterapia e vice-versa. Destacou, por fim, que ainda que ritual e terapia possam se sobrepor em vários pontos, se afastam em muitos outros.

No geral, percebi uma preocupação nos debates com relação:

a) Ao papel daquele que serve a ayahuasca – o guia, terapeuta, xamã, ou dirigente de igreja –, pois como advertiu Mabit: “no mundo espiritual tem os anjos, mas também os demônios”, daí uma série de problemas espirituais que se confundiriam com problemas médicos.

b) O processo de cura com a ayahuasca não pode ser tomado em si mesmo; ele tem a ver com um conjunto de elementos, com destaque para o “convivio social”, a partilha de experiências, o devido acompanhamento do sujeito.

c) Pareceu haver certo consenso geral acerca da necessidade de mais pesquisas que indiquem a “eficiência” da ayahuasca e que contribuam para a consolidação da prática terapêutica.

Jacques Mabit, ao final do Encontro, fez circular uma Carta onde propõe a criação de uma “Red de Intercambio sobre medicinas tradicionales y dependencias” visando “la elaboración de propuestas, protocolos de investigación, códigos de ética, fiscalización y capacitación de terapeutas e investigadores en dicha área”. Propôs, ainda, a criação de um “comite de trabajo para generar propuestas y esquemas concretos que serán presenteados en la segunda quincena del mês de noviembre de 2012 en el marco de la “Tercera Jornada sobre Chamanismos y Estados Ampliados de Conciencia”, en la ciudad de Rosario, provincia de Santa Fé, Argentina (para maiores informações, escrever para: redayahuasca@gmail.com).

Finalmente, senti falta no Evento de um momento (pós-palestras) mais social, de encontro para conversas, trocas diversas. Em todo caso, esta experiência foi muito produtiva e gratificante. Fica assim a sugestão de abrir o leque de discussão sobre a ayahuasca para além da relação religião – direito – antropologia – saúde.

(*) Dra em educação pela PUC-SP; Professora do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém e Pesquisadora do NEIP. mbetaniaalbuquerque@uol.com.br

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