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	<title>Comments on: Reportagem do Correio da Bahia sobre a Ayahuasca</title>
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		<title>By: Francisco Razzo</title>
		<link>http://www.bialabate.net/news/reportagem-do-correio-da-bahia-sobre-a-ayahuasca/comment-page-1#comment-1842</link>
		<dc:creator>Francisco Razzo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 21:34:00 +0000</pubDate>
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		<description>Não consigo compreender essa religião. O problema é sempre o de &quot;ressignificação da existência, através de uma espécie de (re)conexão espiritual&quot;. A fundamentação de uma religião deve-se dar “na” e “a partir” da história. Qual o critério que justifica essa conexão espiritual se ela é dada justamente numa entrada radical na consciência individual? O Espiritual é aqui o Todo? Ou espiritual limita-se ao psiquismo de alguém que toma o chá? Como pensar que essa “ressignificação” não passa de uma visão de mundo presa exclusivamente nesse eu psicológico e que a sua “reconexão” não é nada mais que um abandono da capacidade intelectual e um radical na capacidade de imaginação? Qual o critério que permite universalizar (tornar-se realmente verdadeira e compreensível por qualquer ser humano sóbrio) a ponto de poder ser uma religião legitima? Aquilo que não passa de um potencial da consciência individual, não é nada mais que o culto de si mesmo. Se a revelação desse espiritual tivesse sido dada primeiramente na história, onde todos tivessem capacidade de compreendê-lo, antes de tomar o chá, aí sim talvez fosse uma religião teologicamente legitima. Certamente, o homem religioso é portador de um dado sagrado – ainda que não façamos idéia do que venha ser isso – que lhe foi revelado por algo que, por princípio, não seja ele mesmo, mas jamais poderia ter sido ele próprio quem criou esse dado. Se uma religião fundamentar todo seu corpo de doutrina naquilo que simplesmente brotou da cabeça de uma pessoa ela não passa, evidentemente, de um grande delírio, ou visão de mundo. Ela foi revelada espiritualmente depois que se experimentou o chá? Se foi isso o que aconteceu, o risco de ser uma simples viagem para dentro da sua própria consciência e nada mais que isso é muito grande a ponto de torná-la contraditória. Seria interessante se o &quot;espiritual&quot; tivesse antes se revelado no real da história para o primeiro homem que tomou o chá e tivesse dito: &quot;Tomai deste chá, pois ele te levará verdadeiramente de encontro consigo e com o todo.&quot; Como isso não aconteceu, só levou ao encontro fechado de uma individualidade psíquica. Só coloca você dentro de sua própria consciência e nada mais que isso.  Esse início originário de uma religião dá-se, de fato, por uma revelação. Sua pedra fundamental é um evento fundamental: fundamentação que, em ultima instância, deve vir do “alto”, vir de um lugar que não simplesmente formulações da cabeça de alguém. O chá talvez não cause nenhuma seqüela fisiológica, mas também não permite você passar de você mesmo, é voluntariamente o próprio aprisionamento no coração de qualquer eu. “Do coração da Amazônia brotam as insígnias e da mente dos homens, as alegorias. Ao ser apresentado ao chá ayahuasca, se prepare para ser auto-apresentado” e nada mais que isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo compreender essa religião. O problema é sempre o de &#8220;ressignificação da existência, através de uma espécie de (re)conexão espiritual&#8221;. A fundamentação de uma religião deve-se dar “na” e “a partir” da história. Qual o critério que justifica essa conexão espiritual se ela é dada justamente numa entrada radical na consciência individual? O Espiritual é aqui o Todo? Ou espiritual limita-se ao psiquismo de alguém que toma o chá? Como pensar que essa “ressignificação” não passa de uma visão de mundo presa exclusivamente nesse eu psicológico e que a sua “reconexão” não é nada mais que um abandono da capacidade intelectual e um radical na capacidade de imaginação? Qual o critério que permite universalizar (tornar-se realmente verdadeira e compreensível por qualquer ser humano sóbrio) a ponto de poder ser uma religião legitima? Aquilo que não passa de um potencial da consciência individual, não é nada mais que o culto de si mesmo. Se a revelação desse espiritual tivesse sido dada primeiramente na história, onde todos tivessem capacidade de compreendê-lo, antes de tomar o chá, aí sim talvez fosse uma religião teologicamente legitima. Certamente, o homem religioso é portador de um dado sagrado – ainda que não façamos idéia do que venha ser isso – que lhe foi revelado por algo que, por princípio, não seja ele mesmo, mas jamais poderia ter sido ele próprio quem criou esse dado. Se uma religião fundamentar todo seu corpo de doutrina naquilo que simplesmente brotou da cabeça de uma pessoa ela não passa, evidentemente, de um grande delírio, ou visão de mundo. Ela foi revelada espiritualmente depois que se experimentou o chá? Se foi isso o que aconteceu, o risco de ser uma simples viagem para dentro da sua própria consciência e nada mais que isso é muito grande a ponto de torná-la contraditória. Seria interessante se o &#8220;espiritual&#8221; tivesse antes se revelado no real da história para o primeiro homem que tomou o chá e tivesse dito: &#8220;Tomai deste chá, pois ele te levará verdadeiramente de encontro consigo e com o todo.&#8221; Como isso não aconteceu, só levou ao encontro fechado de uma individualidade psíquica. Só coloca você dentro de sua própria consciência e nada mais que isso.  Esse início originário de uma religião dá-se, de fato, por uma revelação. Sua pedra fundamental é um evento fundamental: fundamentação que, em ultima instância, deve vir do “alto”, vir de um lugar que não simplesmente formulações da cabeça de alguém. O chá talvez não cause nenhuma seqüela fisiológica, mas também não permite você passar de você mesmo, é voluntariamente o próprio aprisionamento no coração de qualquer eu. “Do coração da Amazônia brotam as insígnias e da mente dos homens, as alegorias. Ao ser apresentado ao chá ayahuasca, se prepare para ser auto-apresentado” e nada mais que isso.</p>
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		<title>By: francisco razzo</title>
		<link>http://www.bialabate.net/news/reportagem-do-correio-da-bahia-sobre-a-ayahuasca/comment-page-1#comment-1841</link>
		<dc:creator>francisco razzo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 21:15:00 +0000</pubDate>
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		<description>Olá. &lt;br/&gt;Não consigo compreender essa religião. O problema é sempre o de  &quot;ressignificação da existência, através de uma espécie de (re)conexão espiritual&quot;. A fundamentação de uma religião deve-se dar na e a partir da história. Qual o critério que justifica essa conexão espiritual se ela é dada justamente dentro de entrada radical na consciência individual? O Espiritual é o Todo? Ou só o psiquismo de alguem que toma o chá? Como pensar que a ressignificação não passa de uma visão de mundo presa exclusivamente nesse eu psicológico? Qual o critério que permite universalisar (tornar verdade a ponto de se tornar religião) aquilo que não passa de um potencial da consciência individual? Se a revelação desse espiritual tivesse sido dada primeiramente na história, onde todos tivessem capacidade de compreender, antes de tomar o chá, aí sim talvez seria uma religião teologicamente legitima. Ela foi revelada espiritualmente depois que se experimentou o chá? Se foi isso o que aconteceu, o risco de ser uma simples viagem para dentro da sua própria consciência e nada mais que isso é muito grande a ponto de torná-la contraditória. Seria interessante se o &quot;espiritual&quot; tivesse antes se revelado no real da história para o primeiro homem que tomou o chá e tivesse dido: &quot;Tomai deste para pois ele te levará verdadeiramente de encotro consigo e com o todo.&quot; Como isso não aconteceu, so levou ao encontro fechado de uma individualidade psiquica. Só coloca você dentro de sua própria consciência e nada mais que isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá. <br />Não consigo compreender essa religião. O problema é sempre o de  &#8220;ressignificação da existência, através de uma espécie de (re)conexão espiritual&#8221;. A fundamentação de uma religião deve-se dar na e a partir da história. Qual o critério que justifica essa conexão espiritual se ela é dada justamente dentro de entrada radical na consciência individual? O Espiritual é o Todo? Ou só o psiquismo de alguem que toma o chá? Como pensar que a ressignificação não passa de uma visão de mundo presa exclusivamente nesse eu psicológico? Qual o critério que permite universalisar (tornar verdade a ponto de se tornar religião) aquilo que não passa de um potencial da consciência individual? Se a revelação desse espiritual tivesse sido dada primeiramente na história, onde todos tivessem capacidade de compreender, antes de tomar o chá, aí sim talvez seria uma religião teologicamente legitima. Ela foi revelada espiritualmente depois que se experimentou o chá? Se foi isso o que aconteceu, o risco de ser uma simples viagem para dentro da sua própria consciência e nada mais que isso é muito grande a ponto de torná-la contraditória. Seria interessante se o &#8220;espiritual&#8221; tivesse antes se revelado no real da história para o primeiro homem que tomou o chá e tivesse dido: &#8220;Tomai deste para pois ele te levará verdadeiramente de encotro consigo e com o todo.&#8221; Como isso não aconteceu, so levou ao encontro fechado de uma individualidade psiquica. Só coloca você dentro de sua própria consciência e nada mais que isso.</p>
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		<title>By: Naum Brink</title>
		<link>http://www.bialabate.net/news/reportagem-do-correio-da-bahia-sobre-a-ayahuasca/comment-page-1#comment-1311</link>
		<dc:creator>Naum Brink</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 23:08:00 +0000</pubDate>
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Minha palavra há de ser um risco n&#8217;água&#8230;<br />sem marcos, sem marcas&#8230;<br />com marcos e marcas se assim tiver de ser.<br />Uma nova Tróia? Depende&#8230;<br />Onde está Helena?<br />Um, dois, tres: contemos antes de agir.<br />Qual o quê, parceiro&#8230;modere-se no gigantismo&#8230;<br />reminiscências&#8230;</p>
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