Caros amigos

Retransmito esta mensagem a pedido de Cecília Levy Barros, em mensagem enviada dia 06 de outubro:

“Ritual Xamânico do Povo Huni Kuin (Kaxinawá) com uso da bebida sagrada Ayahuaska (Huni Pay).

O povo Huni Kuin é o guadião do Huni Pay (Ayahuaska). Esta missão foi dada a eles pelo ser mítico Yubeshenin Kayá (Jibóia-Branca) que ensinou os cantos sagrados do Nishi Pay, para através deles, passarem a diante seus ensinamentos. Nas cerimônias lideradas pelo pajé, a bebida sagrada dá os caminhos a seguir, ensina, orienta, esclarece. Os participantes deste ritual terão a rara oportunidade de mergulhar profundamente no conhecimento ancestral deste povo.

Data 22 de outubro, à partir das 19 horas.

As inscrições devem ser feitas com antecedência. (Até 20 de outubro)

Custo: 100,00 reais por pessoa.
Esta programação é fechada e as vagas limitadas.

Informações e Inscrições
tel.:3022-2419/5592 com Cecilia
(Cel) (11) 8335-0913
(Email) cecilialbarros@uol.com.br

O ritual de Nishi Pay será realizado por Banê Huni Kuin e Fabiano Yawabanê Huni Kuin. Ambos conhecedores de sua cultura original, vêm trabalhando na divulgação do pensamento e conhecimento tradicional do seu povo. Discípulos do importante Pashuy (Pajé) Mêtu Huni Kuin, netos do Shannêibu Sueiro Huni Kuin e filhos do líder Siã Huni Kuin, conhecido por sua luta em defesa do território e da soberania de seu povo.

O povo Huni Kuin

O povo Huni Kuin é o povo da floresta. Vive na região amazônica na fronteira entre Brasil e Peru. Conhecedor de toda a Ciência da Mata, dos rios plantas e animais.Para o povo Huni Kuin todo conhecimento vem através do Huni Pay (Ayahuaska).Diz um dos mitos que o Huni Pay surgiu dos olhos de um ancestral que morreu enfeitiçado e se tranformou para continuar orientando seu povo.

Origem da bebida

Huni Pay (Ayahuaska) é um chá preparado a partir do caule do cipó Jagube (Banisteriopsis caapi) e das folhas da chacrona (Psychotria spp.). A bebida consumida neste ritual foi produzida na aldeia Huni Kuin pelo mestre Mêtu.

Recomendações

Antes do ritual recomenda-se ter uma alimentação leve e não consumir nenhum tipo de bebida alcoólica.”

7 Comments

  1. Anonymous says:

    O jornalista Altino Machado, do Alto Santo (Rio Branco), criticou severamente a realização deste ritual:
    http://altino.blogspot.com/2005/10/nishi-pay-d-grana.html.

  2. Anonymous says:

    O jornalista Altino Machado, do Alto Santo (Rio Branco), criticou a realização deste ritual:
    http://altino.blogspot.com/2005/10/nishi-pay-d-grana.html

  3. Bruno says:

    Há!
    muito legal essa polêmica, hein Bia?
    leva muito a pensar sobre todo esse universo neoxamanico, e a relação entre tradição e mudança.
    Acho q não eles não serem pajés mor da aldeia deles não é o q invalida o ritual que vão fazer por aqui, só seria uma coisa diferente. até porque qual seria o interesse do pajé em vir fazer um ritual do povo dele aqui? O q invalidaria seria algo q não está relacionado com isso, e esse ritual serve de aduo pra muitos rituais por aqui fermentarem e crescerem de forma deferente
    Beijos,

  4. yoshihiro says:

    Caro Altino Machado.
    Permita-me dirigir esta carta pela primeira vez.
    Antes de mais nada, meus respeitosos cumprimentos pelos trabalhos desenvolvidos por vocês junto ao seu Blogspot.
    Sou Yoshihiro Odo, Psicólogo e Acupuntor, Tradutor de lingua japonesa, e um dos organizadores do Ritual de Nishi pay, a ser dirigido pelos irmãos Banê e Fabiano Kaxinawá. Venho colaborando na divulgação da alma ancestral brasileira, do conhecimento e do respeito à floresta aqui em São Paulo e no Japão, desde a década de 1980.
    Fiquei sabendo da sua opinião a respeito do evento que estamos organizando, mas lamento o seu posicionamento e divulgação precoce, e por isso mesmo injusto para com este evento e para com os irmãos Kaxinawá. Deixe-me explicar:
    UM POUCO DA HISTÓRIA:
    Vimos realizando rituais mensais, desde julho de 2003, sob o comando do Leopardo Kaxinawá, que veio para São Paulo estudar e conhecer a cultura desta cidade brasileira e trabalhar na divulgação e valorização da cultura e conhecimento do seu povo.
    Leopardo Kaxinawá nestes dois anos conseguiu abrir as portas desta cidade paulistana, favorecer a divulgação da cultura Kaxinawá, organizou o Nishi-pay com a participação do seu pai Siã Kaxinawá e sob o comando do Pajé Agostinho Manduca Muru, participou da organização de Ritos de passagem na qualidade de diretor da IDETI, com a presença e participação de diversas tribos de todo o Brasil, participou de palestras e debates organizados pelas universidades, escolas particulares e públicas em São Paulo.
    Este mês, o trabalho ritual ficou por conta dos irmãos Fabiano e Banê. Esperamos poder receber a visita nos próximos meses de mais representantes Huni-kuin a divulgarem a sua cultura ancestral aqui em São Paulo.
    SOBRE O CUSTO DO EVENTO E PREÇO.
    Não sabemos como acontece aí no Rio Branco. Aqui em São Paulo, tanto para conseguirmos a passagem do pessoal Kaxinawá, como o local e a hospedagem (chácara para realizar o evento) temos uma despesa enorme. (Por exemplo, a despesa ida e volta de Rio Branco a São Paulo custa pelo menos R$ 1000, por pessoa). E ficamos sempre devendo a despesa de gasolina dos colaboradores que nos ajudam voluntáriamente. O preço cobrado é o mínimo para cobrir as despesas. Nós que ajudamos a organizar o evento temos vontade, sim, de que toda a cultura e tradição indígena seja realmente valorizada. E que isso venha a refletir inclusive na valorização econômica dos seus conhecimentos. Estamos ainda na fase inicial dos trabalhos de sua divulgação.
    SOBRE A ONDA NEO-XAMNICA.
    A maioria dos participantes deste Encontro vêm à procura de ter contato com o uso original da ayahuasca, fora do contexto urbano e cristão, relacionado ao conhecimento tradicional do índio e da floresta. Os irmãos Yawabanê, mesmo tão jovens, conseguem ensinar e conduzir o encontro com o Nishi-pay transmitido na sua memória ancestral, através dos seus cantos sagrados na sua lingua tradicional. O trabalho deles prepara a visita futura dos pajés e valoriza o conhecimento do seu povo e dos demais povos sobreviventes e ancestrais do Acre. Na cidade grande aonde a onda neo-xamânica vem favorecendo a confusão no consumo do Ayahusca, o trabalho dos Kaxinawá se destaca pelo simples e revelador. Tem uma verdade inegável daqueles que são filhos da jibóia branca. Traz o conhecimento e respeito à floresta. Permite-nos uma re-descoberta de que a verdadeira alma do Brasil, alma com mais de 30 mil anos de história está, sim, depositada nestes sobreviventes do massacre promovido pela invasão ocidental. Por isso a sua colocação de que os “meninos fazem o meio de vida no meio da onda neo-xamânica” é profundamente injusta. Não há ninguém trabalhando em proveito pessoal. O tempo e a planta sagrada deverão mostrar isto a todos que estão atuando com sinceridade.
    SOBRE A INSINUAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL.
    Não há qualquer preconceito contra esta ou aquela profissão, uma ou outra religião e nem contra imigrantes e estrangeiros. Participaram até agora do Encontro com Nishi pay, policiais, advogados, estudantes, professores, psicólogos, médicos, acupuntores, economistas, bancários, fotógrafos, cineastas, antropólogos, jornalistas, artistas… Assim como budistas, católicos, judeus, shintoístas, japoneses, alemães, italianos, negros, xavantes, guaranis… O Ritual é livre e legal. Não há medo nem perseguições.
    SOBRE A AUTORIA DO CONVITE.
    O convite e o material de divulgação é oficial dos irmãos Leopardo e Fabiano Kaxinawá. E este trabalho vem sendo realizado com a autorização dos líderes da sua Aldeia. A Cecília é apenas a organizadora da divulgação e inscrição, sempre sob a orientação dos Kaxinawá.

    A sua injusta colocação, creio, devido a falta das informações acima, está resultando em visões e opiniões distorcidas sobre o trabalho desenvolvido pelos Kaxinawá em São Paulo. E até mesmo numa colocação equivocada, mas claro, como um aviso amigo, do Joaquim Tashka Yawanawá. O equívoco entre os Kaxinawá e Yawanawá se desfaz no seu Encontro direto. Mas o equívoco da opinião dos seus leitores… Espero estar esclarecendo e contribuindo para desfazê-lo.
    Por fim, coloco-me à sua inteira disposição para outras informações que possam contribuir no seu trabalho de jornalismo em defesa da verdade e justiça.

    Yoshihiro Odo

  5. Fabiano Huni kui says:

    Permitam – me.
    Só para ficar claro.
    Meus queridos amigos e irmãos.
    Sou Fabiana kaxinawa filho do Cacique SIÃ kaxinawa e neto do lider Sueiro
    kaxinawa, que descansa em seu lugar onde o destino lhe reservou.
    Àqueles que me conhecem como eu sou, e àqueles que me conhecem como falam de
    mim.
    Sou um jovem que estou lutando pelo meu povo Huni kuin.
    Respeitosamente venho a esta cidade do nosso Brasil aprender novos
    conhecimentos.
    Para poder valorizar a nossa tradição do meu povo.
    E mostrar a verdadeira cultura do Brasil.
    Eu fico feliz em ver outros povos mostrando e valorizando as suas tradições.
    Eu não sou o sábio das coisas,
    A sabedoria que eu tenho são do meu povo Huni kuin.
    Sinto me honrado para poder compartilhar esta bebida sagrado do meu povo
    Com outros irmãos e irmãs.
    Todos nós temos os nossos valores na vida. Por isso,
    Respeito as pessoas e defendo a vida e dignidade, com esperança de
    encontrar a razão, que somos brasileiros.
    Que os espíritos abram a mente dos homens e mulheres.
    Que nos tratam com indiferença ou inferiores porque diferente é cada um de
    nós.
    Desejo a todos nós que possamos caminhar assim ao lado uns dos outros, fazendo acontecer.
    Muita luz àqueles que me conhecem e também aqueles não me conhecem
    Força para meu amigo Altino.
    Respeitosamente ao meu guereiro Taska Yawanawa
    Que os deuses transmitam ao coração de cada um a revolução da amizade
    construindo a paz
    Sejamos simplesmente gente .{Fabiano Kaxinawa}
    Desculpe por não escrever muito bem.

    Obrigado

  6. Anonymous says:

    Há muito tempo Ayahuasca não é propriedade de ninguém.

    Se querem cobrar 100 reais é porque imaginaram que tem os bananas que pagam.

    Indio nenhum substitui a inteligência vegetal das plantas.

    Esta é minha opnião.

  7. Anonymous says:

    Nada que existe é propriedade de ninguém. E cobrar 100 reais é muito abusivo, considerando que o pajé da mesma tribo não cobra o ritual com ayahuasca. E nas instituições que usam a mesma, para citar uma, o Daime por exemplo; não se cobra mais que 25 reais, e no Amazonas os pajés dizem que não se cobra mais que 10 reais,e se for é comércio. Qual é o verdadeiro intuito? Divulgar a cultura idigena e ajudar a tribo $$$? Ou fazer comércio de ayahuasca por ser o que conhecem e podem vender? Só interessa divulgar o trabalho pare elite? Ou não sabem fazer algo melhor e mais justo para ganharem dinheiro, já que na cidade sem dinheiro não se caça. Usar uma planta de poder comercialmente tira o sagrado do ritual, seja qual for. Que tal fazer turismo? Os turistas pagam com certeza! E qual é a diferença em ser brasileiro, africano, inglês, indio…e o que for? Não somos todos iguais? Meu sangue é vermelho e de todos meus irmãos em todos os lugares também. Espero que Hitler não encarne novamente. Amem!