O prefácio do novo livro “Religiões ayahuasqueiras: um balanço bibliográfico”, escrito por Oscar Calávia Saez, foi publicado no site do NEIP, aqui: http://www.neip.info/downloads/bia/pref_livreto.pdf

O livro será lançado em Florianópolis no dia 29 de abril, junto com uma mesa redonda na UFSC, e em São Paulo no dia 8 de maio.

Religiões ayahuaqueiras: um balanço bibliográfico

Autores: Beatriz Caiuby Labate, Isabel Santana de Rose e Rafael Guimarães dos Santos

Editora Mercado de Letras, Campinas/SP
Tel: (19) 3241 7514
(Apoio FAPESP)
ISBN 978-85-7591-088-7
Formato: 14 x 21 cm, ilustrado
192 pp.
RS 34,00.

Resenha:

Esta obra pretende ser uma espécie de manual sobre as religiões ayahuasqueiras e dirige-se tanto a especialistas quanto a leigos que se interessam pelo assunto. O livro é estruturado em três partes. A primeira consiste em uma introdução panorâmica da história das religiões ayahuasqueiras do Brasil: Santo Daime, Barquinha, União do Vegetal e suas múltiplas vertentes. Apresenta também uma avaliação comentada das principais publicações dedicadas a estas religiões, destacando as características, tendências e perspectivas centrais desta área de pesquisa. Na segunda parte, discutem-se as mais significativas investigações farmacológicas, psiquiátricas e psicológicas que já foram produzidas no contexto destes movimentos. Tenta-se aqui estabelecer criticamente os resultados, contribuições e limites de tais investigações. A última parte oferece, então, uma bibliografia o mais exaustiva possível sobre o tema, proveniente de todo o mundo, e dá atenção não apenas à produção acadêmica, mas também a textos que surgiram no quadro das próprias religiões ayahuasqueiras. A expansão de tais movimentos religiosos pelo mundo nas últimas décadas causou um boom de estudos a seu respeito, para o entendimento do qual Religiões Ayahusqueiras: um balanço bibliográfico é uma obra de referência indispensável.

2 Comments

  1. Sereno says:

    “Mas devo dizer algo mais sobre o único segmento desse campo em que, pela minha experiência profissional, posso reivindicar uma mínima competência: a ayahuasca no contexto indígena, que é, nem precisa esclarecer, o seu contexto original. “

    Por que não precisa esclarecer? Já está claro o suficiente ou está escuro e não precisa esclarecer?
    As civilizações Inca: cabe a esse povo o mesmo conceito de índio que se tem hodiernamente? Se se pretende que o assunto remete a instâncias temporais cambiantes e indeterminadas, acredito que não está claro e precisa esclarecer.

  2. Ruth Bartolomeu says:

    “A ayahuasca tem, com efeito, o seu lado obscuro que se manifesta às vezes em sistemas de agressão: a ayahuasca pode ser o veículo pelo qual os espíritos dos parentes mortos comunicam aos vivos o seu desejo de vingança, e também o marco dessa retribuição violenta”

    Considerando as tintas da metafísica cristã que se pode extrair, grosso modo, do panorama das religiões ayahuasqueras, o tema da violência pode se ocultar em inúmeras representações visionárias. O Deus homicida escuda os guerreiros que matam em seu nome: há um aspecto inquisitorial nos usos rituais da planta? No exame de consciência, alguma cobrança coletiva ou individual?