A consciência da expansão, por Domingos Bernardo Gialluisi da Silva Sá.

Domingos Bernardo Gialluisi da Silva Sá nasceu no Rio de Janeiro, em 1941. Formou-se em direito, em 1996, pela Faculdade Nacional de Direito, da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tem seu escritório no Rio de Janeiro, advogando na área de direito civil. É professor licenciado da Faculdade de Direito, na Universidade Católica de Petrópolis-RJ (UCP) e membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Em 1986, presidiu o grupo de trabalho do Conselho Federal de Entorpecentes (o extinto CONFEN) que propôs a retirada da ayahuasca, ou das espécies botânicas que a compõem, da lista de substâncias proibidas do Ministério da Saúde, permitindo o uso ritual e religioso no Brasil. Em 1992, foi relator de processo, também no CONFEN, opinando pela manutenção da retirada da ayahuasca da referida lista de proibição, aprovado pelo CONFEN, unanimemente. Atualmente é membro jurista do Conselho Nacional Antidrogas (CONAD) e membro da Câmara de Assessoramento Técnico-Científico do CONAD. Foi relator do parecer sobre a ayahuasca, encaminhado, em 2004, pela Câmara de Assessoramento Técnico-Científico ao CONAD. O parecer foi aprovado pelo CONAD, resultando na Resolução n° 5 – CONAD, de 24 de novembro de 2004. Tal resolução, consolidando as decisões legitimadoras do uso religioso da ayahuasca, do antigo CONFEN e do CONAD, e com base nelas, determinou a adoção do conjunto de meios necessários à realização de pesquisa da utilização terapêutica da ayahuasca, em caráter experimental, e ao conhecimento do seu universo usuário. Foi conferencista na abertura do “Seminário Ayahuasca”, promovido pelo CONAD, realizado em 8 e 9 de março de 2006, em Rio Branco – Acre, com o título “Princípios Éticos do Uso da Ayahuasca”. Foi membro jurista do CONFEN nos anos de 1985 a 1987; 1990 a 1993 e 1996. Foi presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes do Rio de Janeiro (CONEN-RJ), nomeado para o cargo em 1988. Foi subsecretário de Estado de Justiça do Rio de Janeiro de 1987 a 1990. Tem representado o Brasil em conferências internacionais sobre drogas e é autor de vários artigos sobre psicoativos, cidadania e legalidade.

3 Comments

  1. crack da bolsa says:

    Alguma substância pode ser psico-integradora (compositoras) e, ao mesmo tempo, psico-desintegradoras (decompositoras)? ser e não-ser?
    O crack parece reunir certos aspectos fragmentários da psiquê, mas tem um forte conteúdo desagregador no que diz respeito a manutenção da auto-estima num contexto de devastação financeira e dependência químico-emocional. A ayahuasca não compromete finanças, mas é tiro-e-queda: todos os mestres já estão mortos e mestre ainda vivo não pode ser mestre com H. Jesus morreu há mais de dois mil anos e não consegue ser unanimidade nem no mundo cristão…resguardando as proporções, as religiões ayahuasqueiras tradicionais já têm seus mestres fundadores e de mais não precisam. Estou cansado de mestres, de tantos mestres…adeus universidade! Depois eu vejo o artigo do doutor do post, que deve ser também outro mestre.

  2. anacleto says:

    Conheço quem beba o chá a quase meio século. Coisa linda de se ver.
    Não que apenas pelo uso do chá se possa dizer que as pessoas assumem comportamentos mais ordeiros, etc.
    Mas é difícil encontrar um nível de entendimento de certos aspectos da ordem natural semelhante ao que se encontra em pessoas que consomem ayahuasca.
    Isso não exclui que o bom caráter seja mais acentuado em uns do que em outros consumidores. Fala-se, afinal, de pessoas. Bom o artigo.

  3. Anonymous says:

    UDV é um centro espírita? No artigo, a impressão que fica é que essa instituição é um centro kardecista que consome ayahuasca.