GT 30- Drogas, saberes e direitos

Beatriz Caiuby Labate (CIIS)
(Coordenador/a)

Frederico Policarpo de Mendonça Filho (UFF – Universidade Federal Fluminense)
(Coordenador/a)

Sessão 1

Sandra Lucia Goulart (Faculdade Cásper Líbero)
(Debatedor/a)

Sessão 2

Martinho Braga Batista e Silva (UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
(Debatedor/a)

Resumo: O GT visa refletir sobre as representações e práticas acerca dos usos de substâncias psicoativas e discutir instrumentos teóricos e metodológicos que permitam compreender seus efeitos sociais e políticos, bem como os controles que as cercam. Contempla a multiplicidade de discursos e práticas que coexiste em torno dessas substâncias, como a própria definição como “drogas” ou “medicamentos”. Tanto as estratégias de controle sobre as experiências de uso, como aquelas mobilizadas para garantir esse consumo são consideradas em suas singularidades, isto é, a partir de sua própria constituição. O ponto de partida é problematizar o paradigma “médico-legal” em que se baseiam as políticas de drogas estatais. Ao mesmo tempo, busca-se superar a dicotomia “efeitos farmacológicos” versus “aspectos culturais”, promovendo o diálogo entre diferentes campos de conhecimentos, de modo a se pensar o tema a partir de uma perspectiva mais integrada. Para tanto, o GT comporta: 1) etnografias sobre usos de substâncias, sejam elas classificadas como “drogas”, “plantas” ou “medicamentos”; 2) análise de políticas de drogas e das instituições que atualizam regimes de controle e regulação, nos campos da justiça, saúde, religião, ciência, sociedade civil e seus entrecruzamentos; 3) pesquisas que exploram a fluidez de fronteiras entre lícito e ilícito; natural e artificial; social/terapêutico/ritual; endógeno e exógeno; tratamento/prevenção/aprimoramento; proibição/liberação/legalização.

Programação


GT 30 – Sessão 1Local: Sala GT 30Mário José Bani Valente (UFF – Universidade Federal Fluminense)
Consumo de drogas e Sistema de Justiça: uma reflexão a partir das Turmas Recursais Criminais do Estado do Rio de Janeiro
Resumo: As drogas ilícitas e seu consumo têm se tornado, n… Veja mais!
Hellen Monique dos Santos Caetano (UFAL – Universidade Federal de Alagoas)
“Tesouro farmacológico”: a pesquisa médica brasileira sobre maconha e suas controvérsias
Resumo: Quando pensamos no uso de maconha no início do séc… Veja mais!
Dayana Rosa Duarte Morais (Abrasco), Martinho Braga Batista e Silva
Estratégias de legitimação do “problema mundial das drogas”
Resumo: O início do século XX foi marcado pelo começo do d… Veja mais!
Guilherme Borges da Silva (UFG – Universidade Federal de Goiás), Wanderley Pereira da Silva Junior
Os Clubes Sociais de Cannabis (CSC) na Comunidade Autônoma do País Vasco (CAPV), Espanha: a filosofia de redução de riscos e danos, a luta pela normalização do consumo da maconha e uma proposta concreta de regulação
Resumo: Esta proposta de trabalho visa apresentar os resul… Veja mais!
Gabriel Salgado Ribeiro de Sá (UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora)
A beleza de um cavalo: anabolizantes de uso veterinário, comportamento e geração por atletas de fisiculturismo.
Resumo: Discute-se á experimentação humana, para fins esté… Veja mais!
Amine Gomes da Silva Felix (UFF – Universidade Federal Fluminense)
O Uso da Maconha em Ambiente Universitário: conflitos locais, controvérsias públicas e ativismo
Resumo: Este trabalho pretende traçar um paralelo entre o … Veja mais!
Luciana C. de Campos Barbosa (UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro)
Usos medicinais de maconha, ativismo e produção de conhecimento: experiências no Brasil e no Chile
Resumo: Os usos medicinais de maconha tem sido foco de deb… Veja mais!

GT 30 – Sessão 2Local: Sala GT 30Lígia Duque Platero (UFF – Universidade Federal Fluminense)
Transformações e reinvenções do Santo Daime a partir das traduções do xamanismo Yawanawá (Pano)
Resumo: O tema do artigo é o diálogo xamânico estabelecido… Veja mais!
Sandra Lucia Goulart (Faculdade Cásper Líbero)
Os usos da ayahuasca e o campo religioso brasileiro: dos direitos religiosos à política cultural.
Resumo: Apresentaremos uma análise sobre as ações política… Veja mais!
Queli Baptista (UFF – Universidade Federal Fluminense)
Do Sagrado ao marginal: estudos de caso da Ska Pastora e do fenômeno da Salvia divinorum. Entre o étnico e o contemporâneo, o legal e o ilegal, ou o lugar do saber científico vs o uso fora desse saber
Resumo: A planta conhecida como Ska Pastora, nativa da reg… Veja mais!
Caroline de Brito Santos (UERJ)
Encontros e deslocamentos do Nixi Pae
Resumo: Nos últimos 15 anos, diferentes etnias indígenas v… Veja mais!
Janine Targino da Silva (UCAM – Universidade Cândido Mendes)
Qual o lugar do indivíduo não-heterossexual dentro de uma Comunidade Terapêutica Religiosa?
Resumo: Esta comunicação tem a intenção de descrever e ana… Veja mais!
Beatriz Brandão (USP – Universidade de São Paulo)
Representações da redução de danos no interior da política: o CAPSad no Rio de Janeiro
Resumo: As definições da redução de danos (RD) não se expressam de forma monolítica no cotidiano da política pública. Partindo dessa premissa, o objetivo deste artigo é apresentar como a RD se manifesta na fala de usuários de quatro CAPSad no Rio de Janeiro e como acionam tal abordagem para reconhecer e dar sentido aos seus circuitos e paragens. Seja no trabalho diário dos profissionais do CAPSad, que demarcam essa posição a cada discussão de caso, ou nas narrativas dos usuários do sistema da saúde mental, encontramos clivagens nos modos em que a RD é trazida como argumento nas tomadas de decisão. A partir da análise de 50 entrevistas em profundidade e a participação em reuniões institucionais da Secretaria Municipal de Saúde, produzo este texto com o intuito de apresentar algumas das principais representações visíveis entre usuários. Sabendo que o problema se inscreve num cenário maior, que vai da formação na visão institucional da superintendência de álcool e drogas (AD) até histórias miúdas de usuários, opto, neste momento, por uma análise com o recorte das entrevistas dos pacientes. A escolha se dá porque suas falas revelam a lógica de escolha de seus itinerários terapêuticos e acredito que tais itinerários são ordenadores de um fundamento nos circuitos e paragens que acessam e interfere a rede de atenção psicossocial (RAPS). Sendo assim, o estímulo primordial da proposta se dá em articular como os casos expressos nas falas dos usuários alcançam a rede, podendo coloca-la a pensar sobre sua estrutura e como se compõe na concepção de RD que emprestam e empregam em seus cotidianos.

Mais informações aqui.

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