Carlos Minuano

Bia Labate se diz uma vítima de condições desafiantes no Brasil. A antropóloga brasileira foi morar na Califórnia (EUA) em 2017. Segundo ela, o sucateamento da ciência a levou a isso. O problema não se resume à falta de subsídios: sua área de atuação está se tornando inviável no país.

A cientista, que há 20 anos pesquisa psicodélicos, é autora e organizadora de diversos livros sobre o tema e criou o Instituto Chacruna de Plantas Psicodélicas Medicinais. Em meio a uma explosão global do interesse por essas substâncias para fins diversos, de medicinais e religiosos, a ONG quer educar o público sobre alucinógenos e tornar mais acessível o saber acadêmico

Além da publicação de artigos curtos, outro objetivo da instituição é promover uma ponte entre o mundo dos rituais xamânicos, dos povos indígenas, e o campo emergente da ciência psicodélica. A maioria da equipe é formada por antropólogos e cientistas sociais, que procuram explicar para médicos, psicólogos e profissionais as raízes históricas desse movimento e os usos potenciais.

A ONG também se dedica à inclusão de negros, mulheres, indígenas e população LGBTQI+ no mainstream da ciência psicodélica e ao auxílio a vítimas de abuso sexual em grupos de ayahuasca. “Venho acompanhando o tema há mais de 10 anos. Infelizmente, fui testemunha de muitos casos”, lamenta. O assunto cresceu e… – Veja mais em https://www.bol.uol.com.br/entretenimento/2020/09/25/pesquisadora-brasileira-defende-vitimas-de-abuso-em-grupos-de-ayahuasca.htm?cmpid=copiaecola

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